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O TIRO COM ARCO
História
Algumas autoridades apontam a
origem do tiro com arco aproximadamente uns 25.000 anos antes da era moderna. Os
primeiros a utilizar foram os egípcios por volta dos 3.500 a.C. Os arcos eram
do tamanho dos arqueiros e utilizavam flechas com pontas de pedra e bronze.
Eles usaram o tiro com arco na caça e nas suas guerras para lutar contra os
antigos persas, que estavam equipados apenas com lanças. Porém, o seu uso foi generalizado
em todo o mundo antigo, havendo no Velho Testamento várias referências à
destreza que os Hebreus tiveram no tiro com arco. Na China, o tiro com arco remonta
à dinastia Shang (1766-1027 a.C.).
Outros povos criaram impressionantes máquinas de
guerra. Os romanos que possuíam um dos melhores exércitos, nada puderam fazer
perante os arqueiros persas. Os mongóis conquistaram grande parte da Europa, e
os turcos demonstraram a sua valia nas suas cruzadas, em parte devido a
superioridade dos seus arcos recurvos e uma melhor técnica no seu manejo.
Os normandos no
século XI desenvolveram um arco grande conhecido por longbow que
utilizaram para se defenderem dos ingleses na batalha de Hastings em 1066 d.C.
A partir de então os ingleses adoptaram o longbow como arma principal
reconhecendo assim que o modelo que utilizavam estava obsoleto. Muitas das
lendas que surgiram entre os séculos XIII e XIV, como é o caso de Robin Hood,
um proscrito que foi glorificado por roubar os ricos para dar aos pobres e que
ficou famoso pela sua pontaria com o arco, podendo rasgar uma flecha com outra.
(Nos tempos de hoje chama-se um ROBIN acertar uma flecha dentro de outra.)
Durante a idade
média os arqueiros mais notáveis foram os ingleses. As suas proezas nas
competições desportivas, lutas e caças foram descritas em baladas medievais. De
acordo com a lenda, o arqueiro suíço do século de XIV, o William Tell foi ordenado
por um governador austríaco, a atirar com uma flecha a uma maçã, localizada na
cabeça de seu próprio filho.
A introdução
gradual da pólvora deixou ao arco e as flechas obsoletas, especialmente no
oeste da Europa a partir do século XVI.
O Tiro Com Arco Como
Desporto
O tiro com arco
como desporto amador foi popular durante muito tempo, particularmente em
Inglaterra. O torneio de tiro com arco mais antigo, realizado ininterruptamente
e ainda existente, foi o Ancient Scorton Arrow que começou em Yorkshire em 1673.
As competições e os torneios serviam para medir as categorias de cada das
sociedades que o praticavam, sendo o primeiro passo para a oficialização do
desporto. Com o tempo as senhoras começaram a praticar a modalidade, e em 1787
dá-se a entrada da primeira mulher numa sociedade de arqueiros.
Este desporto foi incluído nos Jogos Olímpicos de 1900,
1904, 1908 e 1920. Depois foi suspenso, até novamente ser desporto olímpico,
para homens e mulheres, nos Jogos Olímpicos de Munique em 1972. Foi modernizado
em 1992 para aumentar o interesse. Nos Jogos Olímpicos jogam-se quatro eventos
de tiro com arco, todos realizados ao ar livre, utilizando um arco recurvo na
distância de setenta metros. A prova é disputada individualmente e por equipas,
por ambos os sexos.
Na ronda qualificatória, 64 arqueiros disparam 72 flechas
(2 rodadas de 6 x 6 flechas) sobre um alvo com 1,22 metros de diâmetro. A
pontuação obtida é usada para formar as chaves da fase eliminatória (o 1º
contra o 64º; o 2º contra o 63º e assim por diante). Na fase eliminatória é
feito o "combate olímpico", disputa entre dois arqueiros a 70m na
qual são disparadas 4 rodadas de 3 flechas, o arqueiro com a pontuação maior
avança para a fase seguinte.
A Coreia do Sul é
o país com maior tradição neste desporto. Desde os Jogos de 1992 este país
conquistou 16 das 24 medalhas do tiro com arco, incluindo todas as medalhas de
ouro da competição individual e de equipas femininas.
Algumas competições internacionais
utilizam como fase de qualificação o chamado FITA round, no qual os arqueiros
atiram às distâncias de 90, 70, 50 e 30 metros, disparando 36 flechas em cada
uma, seguida do combate, que determinará o campeão do torneio.
Outra modalidade aplicada ao tiro com
arco, é a prova indoor, onde o arqueiro atira a 18 metros do alvo dez
séries de três tiros, em duas rondas perfazendo o total de sessenta tiros,
sendo o máximo que se pode alcançar de 600 pontos.
A competição é levada a cabo de acordo
com as regras da Federação Internacional de Tiro com Arco (FITA).
Equipamento
No tiro com arco moderno são utilizados
principalmente dois tipos de arco: o recurvo e o compound.
Arco Recurvo – é o único tipo
de arco utilizado nos Jogos Olímpicos. O seu princípio de funcionamento
baseia-se na acumulação de energia nas palhetas do arco, que são peças acopladas
ao punho (local onde se segura o arco). Essas peças são feitas de madeira,
material compósito ou carbono.
Arco Compound – projectado
para reduzir a força que o arqueiro deve resistir enquanto faz a mira. Possuem
um sistema de roldanas elípticas (conhecidas como CAMS) , que na altura do disparo aumentam a quantidade de energia
armazenada pelo arco.
A corda do arco, feita de kevlar e de
outros materiais sintéticos de elevada resistência e durabilidade, deve ser
esticada pelos três dedos centrais, com ambos os braços em linha recta, até
encostar no queixo. Só depois de conseguir fazer naturalmente este movimento,
sem esforço exagerado, é que o candidato a arqueiro começa a praticar com
flechas.
A flecha, apoiada entre os dedos
indicadora e anelar, encaixa-se na corda por uma cavidade chamada nock.
No início, os
alvos são colocados a dez metros de distância. Com o tempo, o atleta começa a
treinar com distâncias maiores, até chegar aos dezoito metros, medida padrão
das competições Indoor. Em competições Indoor cada arqueiro dispara duas séries
de trinta flechas, totalizando sessenta flechas em alvos de 20 centímetros de
diâmetro. Os alvos são graduados de 10 a 6 a partir do centro.
As flechas mais modernas são feitas de
fibra de carbono (existindo ainda as de madeira) com pontas de aço, nock de acrílico e penas plásticas
ou pena natural de ganso.
asd
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